[Eu tive câncer de mama] O susto e a confirmação

lufreitas, foto de renato targa

Não sei se o maior susto foi no ultrassom de mama ou ao abrir o laudo. A intuição, o autoconhecimento e a vida me preparam, passo a passo, para chegar ao laudo. Nos exames de rotina que fiz, vi aquela mancha escura e irregular no peito e sem medo perguntei: “isso é câncer, né?”. O médico desconversou e avisou que eram precisos outros exames. Pensei comigo: é sim.
A mamografia tinha seis filmes – em vez dos quatro tradicionais. Quando a gineco olhou para os exames – no meio de um mar de outros exames -, não teve dúvida: você quer que indique um mastologista?
Não, não precisa. Lembrei do jeito seco do Marcelo F e corri pra marcar consulta. Não, não preciso do mastologista estrelado, preciso de alguém em quem confio. Foi o Marcelo, há 4 anos, quem falou: isso não é nada, relaxa.
E desde então, todos os exames passaram por lá. E lá fui eu, sabendo que iria ganhar agulha grossa no peito… Afff…
A coisa se revelou pior do que poderia pensar: não só ele pediu mesmo a Core Biópsia, como pediu um laboratório específico, de um amigo… Xiiiiii
A Core Biópsia é o seguinte: com uma agulha bem grossa, o ultrassonografista (que aqui no Brasil é médico também) cata pedaços do tecido e manda para exame anátomo patológico. E aí a gente sabe se é ou não câncer. A gente não… o médico.
O resultado ficou pronto no dia da mulher. Eu, apressada, corri pro consultório, mas… a consulta era no dia seguinte! #Alouca.
Trouxe a sacolinha de plástico como estava pra casa. Não mexi, não abri. Eu só veria o que me aguardava pelo ano de 2012 na frente do Marcelo, relativamente bem amparada. Lembro que à noite, conversando com PP (minha melhor amiga) ela dizia: “não é nada de novo”. Eu não tive dúvidas: “não anima, a minha intuição tá dizendo que é sim”.
Dia seguinte, saí tão avoada que esqueci o exame em casa. No meio do caminho, me toquei (ainda bem) e fiz o taxista voltar pra trás. Ainda bem que estava muito adiantada.
Ok, chega de suspense. Sim, o laudo dizia, depois de muito blablabla:
Carcinoma ductal invasivo grau 2, grau 2 histológico de Notthingham.
Minha sensação PQP! Não tá no começo… (eu sabia que são 4 graus)… Mas aí os neurônios entraram em curto. Eu perguntava, o Marcelo respondia e eu não entendia nada. Ele, direto, reto e prático, já pediu logo uma avaliação cardiológica para a cirurgia e uma cintilografia óssea (pra ver se não tem metástase, e o exame, luxo, demora pra marcar).
Saí do consultório tonta, numa tarde azul e dourada, como só os outonos paulistanos têm. Atravessei a rua a caminho do metrô/ônibus, lembrei de avisar a melhor amiga e a ex-terapeuta do resultado. Dei (agora eu sei) um susto gigante na amiga. A terapeuta, provavelmente ocupada, só viu o SMS de noite (ainda bem).
Vi o ponto de táxi do outro lado da rua. Tomei cuidado para atravessar. Chamei o primeiro. Entrei e avisei: moço eu vou chorar, não se assuste. Me leva no endereço tal… Encostei e chorei. Muito, lavei a alma, mesmo. E no meio da lavagem, me veio a imagem da Nuna, grávida, no fundo da sala, que depois me contou a sua história de câncer de mama – e a compartilha generosamente o tempo todo.
Pensei: isso tem cura! Bora lá curar. Liguei para a Letícia, chorando, contei. Ela se assustou comigo (acho), a gente se acalmou juntas (acho também) e eu já avisei que precisaria do Pequeno Bagre, seu marido, médico porreta e… cardiologista!
Depois disso, o choro parou, até consegui relevar o que o taxista disse (porque, gente, as respostas a esta notícia são muito ruins, podem crer). Eu não sei ao certo o que aconteceu em casa, o que fiz. Só tinha certeza absoluta e inabalável que a última coisa seria contar para a minha mãe. Eu tinha certeza que ela ia enlouquecer, me atrapalhar na busca por tratamento, me sufocar. É o modus operandi, anyway.
O tamanho da angústia só era igual ao tamanho da batalha, que eu ainda nem imaginava. Em algum momento, a PP voltou da sessão pilates-massagem e avisou que a gente iria jantar num restaurante aqui perto – e que viria trazendo um calmante básico para me ajudar com o tranco.
Pouco depois, RF, a terapeuta, ligou e quando a gente conversou, disse que eu estava certíssima de não contar pra minha mãe. O alívio foi imediato, conversamos um tanto, reafirmamos a nossa reunião semanal e eu me enfiei embaixo do chuveiro para enxaguar toda a emoção.
Foi a segunda vez que chorei. E uma das últimas. A água quente trouxe de volta as muitas blogagens coletivas, as histórias das vencedoras, a certeza de que vida é isso: enfrentar de frente, com a coragem possível, a mais aterrorizante de todas as realidades.
E manter-se viva, apesar dela.
Tudo começa com uma pequena mutação que, por algum motivo, cresce. E isso não é bom. Mas mutações, acreditem, são a grande maravilha da natureza. São elas que nos permitem transformar, seguir adiante, encaixar melhor em outros ambientes.
E assim, veio a noite, o jantar e o bordão que me acompanhou por alguns dias depois: estou com câncer.

foto: Renato Targa

Uma nova série: eu tive câncer de mama

A partir desta semana, começamos a publicar, aqui no Mamografia é Vida, a história de Lucia Freitas, jornalista e blogueira que depois de muitos anos participando de campanhas de conscientização, descobriu um câncer de mama.
A jornada inteira, da descoberta ao fim do tratamento será registrada aqui, em posts semanais.

Foto: Gabi Butcher, DiaPositivo Fotografia

The Scar Project: conscientização contra o câncer de mama

Descobri ontem o The Scar Project, do fotógrafo David Jay. Trabalho sensacional para mostrar a realidade do câncer de mama entre mulheres jovens. É um choque de consciência. Vai continuar com medinho da dor da mamografia? Olhe as fotos e se cuide!

Tudo sobre o Câncer de Mama

Câncer de MamaO câncer de mama é um dos principais problemas de saúde das mulheres, com taxas crescentes em todo o mundo. Estima-se que anualmente surjam cerca de 1 milhão de novos casos. Contudo, apesar das estimativas assustadoras, esse câncer é 100% curável quando diagnosticado precocemente, o que pode acontecer com os exames de rotina e a mamografia de rastreamento.

Dessa forma, o diagnóstico precoce é essencial para ajudar a salvar muitas vidas. Por isso, o  Instituto Nacional do Câncer – INCA e o Ministério da Saúde recomendam e orientam uma rotina de procedimentos com o objetivo de facilitar a descoberta da doença. Entre esses procedimentos estão: a realização do auto-exame mensalmente após o ciclo menstrual; um exame clínico todo ano e mamografias de rastreamento, com a primeira sendo realizada entre os 35 e 40 anos, a cada dois anos entre 40 e 49 anos e anualmente depois dos 50 anos. Em casos de histórico familiar e outros fatores de risco, os exames devem ser feitos com uma constância maior, sempre orientados pelo médico especialista.

O sintoma mais comum desse tipo de câncer é o aparecimento de nódulos na mama e/ou na axila, que pode ser acompanhado ou não de dor. Além disso, podem surgir alterações na pele que recobre o seio, bem como em seu formato. Em qualquer um desses casos, o médico consultado deve solicitar imediatamente uma mamografia para detectar ou descartar a hipótese de neoplasia.

Apesar de todos os fatores de risco e dificuldades comuns do tratamento, é possível obter sucesso em quase todos os estágios. Atualmente, mesmo após procedimentos mais invasivos e agressivos, o paciente pode se recuperar e voltar a ter uma vida normal.  Assim, até mesmo nos casos de tumores maiores, com a presença de vários focos malignos ou lesões no centro da mama – onde é necessário fazer uma mastectomia -, o seio pode ser reconstruído. Isso pode ser feito já no mesmo procedimento, através de plástica reparadora com próteses de silicone ou com tecido transplantado do próprio abdômen. Essas reconstituições produzem ótimo efeito estético, restaurando a silhueta do corpo e minimizando o trauma da retirada da mama.

Além dos tratamentos tradicionais – cirurgia, quimioterapia e radioterapia -, muitos outros procedimentos e medicamentos vem sendo desenvolvidos e testados. Muitos deles já estão sendo usados em caráter experimental em pacientes voluntários, obtendo excelentes resultados.

A decisão sobre qual é a melhor alternativa para combater o câncer depende da vontade da paciente depois de conversar com o seu médico, que deverá orientá-la sobre as novas possibilidades de tratamento, bem como sobre as escolhas mais seguras para seu caso.

Evolução no Tratamento de Câncer de Mama

tratamento cancerO tratamento atual do câncer de mama pode ser considerado um exemplo da evolução da medicina nas últimas décadas. Especialmente no que se refere à cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

A cirurgia foi o primeiro tratamento que efetivamente alterou o curso da doença, e até hoje é um dos principais métodos utilizados, tanto com finalidade de diagnóstico, preventivo, curativo ou mesmo paliativo. Contudo, há 2 ou 3 décadas atrás, todas as mulheres diagnosticadas com tumor maligno nos seios tinham indicação de mastectomia radical, segundo a técnica de Halsted. Nesse tipo de procedimento, o cirurgião extirpava a mama inteira, junto com os músculos peitorais, esvaziando a axila para retirar os gânglios. Logo depois, a paciente era encaminhada para a radioterapia de toda aquela região, com objetivo de eliminar qualquer foco de células malignas que por ventura restassem.  A consequência mais triste desse procedimento era a mutilação das mulheres. A retirada do músculo peitoral deixava visível os ossos sob a pele, e o braços daquele lado inchavam de forma irreversível, chegando a ficar com o dobro de tamanho do outro.

Esse procedimento salvou a vida de milhares de mulheres, mas graças aos avanços tecnológicos, as formas de tratamento mudaram consideravelmente. Hoje, mesmo as pacientes com grandes tumores, podem ser previamente tratadas com quimioterapia, diminuindo o tamanho dos nódulos, para depois serem submetidas as cirurgias tradicionais que, contudo, preservam a maior parte do seio, retirando apenas um gânglio da axila para estudo.

Junto a isso, as avançadas técnicas de radioterapia permitem que essas mulheres sejam irradiadas com o mínimo de desconforto possível, praticamente sem seqüelas definitivas.  Ao mesmo tempo, a descoberta de drogas quimioterápicas e de tratamentos hormonais cada vez mais eficazes conduziu o tratamento de câncer de mama a uma evolução ainda mais importante, alcançando índices de cura que não podiam ser imaginados há algumas décadas, quando as primeiras mastectomias foram realizadas.

Atualmente, o tratamento do câncer de mama, que é uma das doenças mais freqüentes entre as mulheres, pode ser feito com cirurgias menos radicais, preservando parte da mama e da auto estima da paciente.

Contudo, vale salientar sempre que, quanto mais cedo for diagnosticado o problema, maior a probabilidades de cura definitiva. Isso faz com que os exames de prevenção sejam cada vez mais importantes, especialmente depois que a mulher completa 40 anos.

Mamografia É Vida – Maria e Hilalia

Maria e Hilalia nos contam porquê Mamografia é Vida.

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Avanços Contra o Câncer de Mama

Avanços contra o Câncer de MamaO conhecimento do genoma humano e de como os tumores crescem e se espalham pelo organismo têm gerado boas expectativas na luta contra o câncer. Novas drogas e fórmulas têm sido criadas com o objetivo  de bloquear a ação das proteínas que estimulam o crescimento do câncer e estão norteando o caminho da ciência na tentativa de controlar a segunda doença que mais mata em todo o mundo.

Diferente das quimioterapias tradicionais, que atingem todas as células, inclusive as sadias, os novos medicamentos têm a capacidade de atingir as células doentes com mais precisão, isolando-as. Por isso, são chamadas drogas inteligentes, pois bloqueiam a ação das proteínas, inibindo o crescimento das metástases de diversos tipos de câncer, incluindo o de mama, que é o que mais afeta mulheres no Brasil e no mundo.

Para esse tipo de neoplasia, aconteceram avanços tanto no desenvolvimento de novas drogas, como também em novas técnicas cirúrgicas, que ainda estão em fase experimental.

Dentre as novidades eficientes recém criadas está o Faslodex, um medicamento injetável que bloqueia o estrogênio, hormônio ligado ao desenvolvimento do câncer. Já disponível no país, ele age atacando até mesmo os  tumores em casos mais avançados, destruindo-os até fazer com que desapareçam. Além desse, outras drogas já foram lançadas no mercado, com bons resultados, porém, essa marcou um importante avanço da medicina no combate ao câncer de mama.

Na área cirúrgica, novos procedimentos também estão sendo constantemente desenvolvidos e avaliados. Dentre eles, a criocirurgia é uma das técnicas que vem sendo testada. Ela consiste no congelamento do tumor dentro da mama, com uso de gás argônico. Essa técnica já é empregada em outros diagnósticos com sucesso, e vem se mostrando uma opção eficaz em alguns casos, substituindo os métodos tradicionais quando estes não são indicados, além de ser uma opção menos invasiva.

Outra técnica que vem sendo utilizada em fase experimental é a cirurgia por radiofreqüência, que atinge o tumor por meio de ondas de rádio. As duas cirurgias são utilizadas em tumores benignos e malignos, sem a necessidade de remoção. Contudo, mesmo que as técnicas sejam utilizadas em outros procedimentos, ainda é cedo para que sejam utilizadas com segurança contra o câncer de mama.

É importante destacar que, apesar dos esforços da ciência na luta contra o câncer, a prevenção é a maior forma de obter a garantia de cura. Um diagnóstico precoce é essencial para que se possa combater a doença completamente.

Câncer de Mama e A Mulher Brasileira

Teatro Amazonas

Teatro Amazonas, Manaus

Saúde é coisa séria, não? Pois para cuidar da sua saúde, não basta falar, tem que fazer. Saiba: o câncer de mama mata 30 mulheres por dia, 50 mil por ano. No Brasil, um quarto (25%) dos diagnósticos termina em morte. O resultado é sinistro: esta é a principal causa de morte entre as mulheres brasileiras com até 50 anos.

O único jeito de prevenir o câncer de mama é com a mamografia. Auto-exame ajuda, mas não é eficaz, ok? Tem que ir fazer ui ui ui… Segundo a Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) que promove #OutubroRosa, as principais razões para uma mulher não fazerem o exame são:

  1. Mamografia dói.
  2. Câncer mata e eu não quero saber.
  3. Vou perder os seios, os cabelos e o marido.

Ser mulher é bom, mas tem destas coisas. E é fundamental que você saiba o seguinte: a 1 milímetro de nódulo no seu peito, menos 1% de chance de cura. Direto e reto: quanto menor o nódulo, melhor. E também saiba: nem todo nódulo é maligno – pra saber precisa de biópsia.

Atendimento é o que a gente não tem.

Daí que a mulher brasileira morre porque não tem sistema de saúde que a atenda. Ponto. Somente 13% conseguem mamografia pelo SUS! Detalhe: para começar o tratamento no sistema público, leva de 4 a 6 meses. Numa doença como câncer – em que as células estão se reproduzindo desenfreadamente – isso significa que o quadro piora muito antes do tratamento começar. 🙁

Aí, se você tem um plano de saúde acha que está salva? Mais ou menos! Se a mamografia é mais fácil de conseguir e o tratamento começa entre 7 e 21 dias. Só que, se você precisar do remédio específico, tem que bancar. E no sistema público ele é de graça (se não faltar).

Estas são as razões da gente fazer esta blogagem coletiva: contar estes e outros detalhes sobre a saúde dos nossos peitos. Porque na hora de dizer que é mulher, vote em mim, todo mundo aparece. Na hora de arrumar mamógrafos para o Brasil inteiro, cadê as políticas? Vamos correr atrás dos nossos representantes, participar ao máximo para conquistar mais este direito, que é fundamental.

Câncer de Mama – Estágios e Tratamento

cancer estagios e tratamentoO câncer de mama é um dos diagnósticos mais temidos pelas mulheres, especialmente por sua alta incidência e taxas de mortalidade. Contudo, quando diagnosticado em sua fase inicial, a doença tem um índice de cura que chega a 100%. Por isso, a prevenção e a conscientização é fundamental, já que quanto mais cedo  for feito o diagnóstico, maiores as chances de cura.

Aparecimento de nódulos, normalmente detectados pelo auto-exame; mudança no formato das mamas e dor local são alguns dos sintomas mais comuns que podem indicar a patologia. Nesses casos, a mamografia é o caminho mais indicado, independentemente da idade. O Instituto Nacional do Câncer recomenda que as mulheres façam a mamografia pela primeira vez entre 35 e 40 anos, a cada dois anos entre 40 e 49 anos e anualmente depois dos 50 anos, com exceção para os casos de risco. Além disso, os exames clínicos rotineiros devem ser feitos anualmente e o auto-exame todo mês, depois da menstruação.

O diagnóstico definitivo de uma lesão pode ser realizado por uma punção mamária, onde acontece a retirada de uma amostra do tumor. O câncer de mama passa por vários estágios, sendo que a cada um deles são indicados tratamentos diferentes, com chances de cura variadas.

Estágios do Câncer de Mama:

Estágio 0: Nesse estágio há apenas alterações celulares que normalmente não chegam a formar um nódulo. O diagnóstico, em 95% das vezes, é feito através da mamografia. Nessa etapa, as chances de cura são de 100%, e o tratamento na maioria das vezes é uma cirurgia parcial, aliada à radioterapia.

Estágio I:  Aqui os tumores tem menos de 2cm e os gânglios ainda estão preservados. O diagnóstico pode ser feito pelo auto-exame, mamografia, exame médico ou mamografia.  O tratamento inclui cirurgia e radioterapia e em alguns casos medicamentos.  Nessa fase as chances de cura ficam entre 80 e 90%.

Estágio II: Os tumores têm entre 2 e 5cm e os gânglios estão comprometidos. O diagnóstico pode ser feito pelo auto-exame, exame médico ou mamografia. Na maioria das vezes é necessário o uso de quimioterapia e hormonioterapia, além de cirurgia e radioterapia. As chances de cura nessa fase são de 50 a 80%.

Estágio III ->  Tumores com mais de 5cm caracterizam este estágio, além dos gânglios auxiliares comprometidos. O diagnóstico pode ser feito pelo exame clinico e pelo auto-exame. O tratamento nessa fase é a quimioterapia, a cirurgia e a radioterapia, com chances de cura caindo para 50%.

Estágio IV:  Essa etapa se caracteriza por tumores de qualquer tamanho na mama, além de outros órgãos atingidos. O diagnóstico nesse caso pode ser obtido com exames clínicos e laboratoriais, ecografia hepática, cintilografia óssea e raio X de tórax. A sobrevida dos pacientes varia de acordo com a localização dos tumores e o tratamento consiste em quimioterapia e hormonioterapia.

Mamografia e Exames Complementares

Mamografia e Exames ComplementaresO Ministério da Saúde, aliado ao Instituto Nacional do Câncer (INCA), têm dado cada vez mais ênfase à necessidade da detecção precoce do câncer de mama, para reduzir seus índices de mortalidade.

De acordo com médicos e especialistas, a importância do diagnóstico precoce está na impossibilidade de se prevenir o câncer de mama. Por ser uma patologia com causas variadas, a prevenção é secundária e quanto mais cedo a doença for detectada, mais fácil seu tratamento e maiores as chances de cura.

A mamografia, um dos principais meios de descobrir nódulos precocemente, detecta as possíveis lesões antes que elas sejam perceptíveis pela apalpação, que faz parte do auto exame. A mamografia é indicada para mulheres acima de 40 anos, e especialmente na faixa entre 50 a 69 anos, pelo menos a cada dois anos. Já as mulheres com risco elevado – aquelas com um ou mais parentes em primeiro grau, mãe, irmã, filha, com câncer antes dos 50 anos, além de outros casos específicos – devem fazer mamografias e exames clínicos anuais a partir dos 35 anos.

Confira a seguir os principais exames disponíveis para detectar a enfermidade:

  • Exame de toque: é a apalpação da mama. Por meio de uma espécie de massagem no seio, a mulher ou o médico conseguem detectar alterações estruturais que podem indicar a presença de um tumor. Esse exame pode localizar com facilidade tumores com mais de 2 cm. Ou seja, já com um certo grau de desenvolvimento. O auto-exame deve ser feito uma vez por mês e o exame clinico, pelo médico, pelo menos uma vez ao ano;
  • Mamografia: é um raio X da mama. Médicos e especialistas interpretam os sinais revelados pela imagem e podem observar calcificações ou nódulos nos seios. Essas imagens podem comprovar a existência de um tumor ou tornar necessário outros exames para confirmar o diagnóstico;
  • Ecografia:  é um exame de imagem diferenciado, que usa o ultrassom. Ele complementa os dados apresentados pela mamografia quando necessário, para que o médico possa fazer uma melhor avaliação. É considerado um exame complementar;
  • Ressonância magnética: é um exame ainda mais completo, mas só é utilizado em alguns casos específicos. Ele mostra como ocorre a vascularização dos tumores;
  • Biópsia: é a retirada, por meio de uma agulha bem fina, de material encontrado junto à alteração da mama. Este material é analisado para verificar do que é formado e quais as suas características. A biópsia ajuda a determinar o tratamento mais adequado.